OS CARROS MAIS ECONÔMICOS TESTADOS PELA REVISTA QUATRO RODAS

“Híbridos encabeçam a lista; entre os movidos a combustão, motor 1.0 de três cilindros da VW é o destaque.”

O principal agente nas médias de consumo de combustível é o motorista. Por isso, pessoas diferentes irão obter números diferentes de consumo no mesmo carro – seja por causa da maneira de guiar, terreno, altitude, estado de conservação do veículo e período de rodagem.

Os testes de consumo são constituídos de medições objetivas de aceleração, retomada, consumo, frenagem e nível de ruído interno. Os números levantados servem de base para a análise e comparação dos veículos em uma mesma condição de uso, juntamente com outras informações apuradas. Os testes são realizados em pista fechada, como o Campo de Provas da TRW, em Limeira (SP). Cada avaliação segue a mesma metodologia, de modo a que todos os carros sejam submetidos aos mesmos esforços e consigam a melhor performance, independente do piloto que faz os ensaios.

Como funciona a medição de consumo?

No caso das medições de consumo, foram feitas simulações padronizadas e idênticas, com rotinas específicas que o piloto deve seguir – isso elimina a maior variável na medição (a influência do motorista), e ajuda a criar referências a partir das quais diferentes veículos podem ser comparados. São feitas simulações de uso do veículo na cidade e na estrada.

Os ciclos de ensaio  foram elaborados com base nas normas técnicas NBR 6601 e EU 94/14, para serem aplicados nas pistas. Para chegar às médias são feitas diversas passagens. Os carros rodam nos dois sentidos da pista para anular os efeitos que o vento possa vir a ter sobre os resultados. Caso algo interfira no procedimento, o ensaio é interrompido ou descartado para efeito de cálculos. Os resultados alcançados devem ser passíveis de serem repetidos. Todos os testes são feitos com os vidros e entradas de ar fechados e o ar-condicionado, desligado.

Para iniciar os testes, os pneus são calibrados segundo especificações do fabricante e os tanques são totalmente abastecidos – gasolina no caso de modelos bicombustíveis — salvo exceções, como carros elétricos ou movidos a diesel. Anotam-se ainda, os valores mínimos e máximos de: temperatura, pressão atmosférica e umidade relativa do ar, no dia do teste. A calibragem dos pneus é feita com a borracha fria, com ar, e observando as orientações do manual.

Em todas as passagens, repetimos uma rotina que requer velocidades e passagens de marcha em pontos pré-estabelecidos. Esses dois critérios precisam ser preenchidos em todos os trechos do percurso. Isso garante que o motorista não acelere mais ou menos a cada passagem. E que a pressão no acelerador não varie de motorista para motorista. É isso que garante a repetibilidade do teste.

São descartados os resultados mínimos e máximos das passagens, calculando a média das passagens intermediárias. Na rua, em condições normais, todos nós podemos conseguir consumos diferentes. Há condições de rodagem que podem até favorecer um consumo superior de forma momentânea. Porém, esses resultados são descartados por nós. Lembre-se: padronizamos as condições da medição para obter comparabilidade entre diferentes carros.

Confira abaixo a lista com os 10 modelos mais econômicos (e que estão no mercado) testados.Lembrando que alguns modelos lançados recentemente ainda não foram disponibilizados para testes. Outros, mais antigos, ficaram de fora por terem sido testados com parâmetros ou condições diferentes dos demais. O ranqueamento é feito a partir do consumo urbano obtido com gasolina.

 

OS MAIS ECONÔMICOS (COM GASOLINA)
Posição Modelo Consumo Urbano (km/l)
BMW i8 AT 24,2
Ford Fusion Hybrid Titanium AT 21,3
VW Speed Up! 1.0 TSI 14,5
VW Take Up! 1.0 MT 14,2
VW Fox 1.0 Bluemotion MT 14,2
Smart MHD 1.0 AT 14
VW Gol 1.0 Comfortline MT 13
Kia Picanto 1.0 MT 12,7
Audi A1 1.4 TFSI Sport AT 12,6
10º Chery QQ ACT 1.1 MT 12,6

Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/

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